Recife Mundo das Trevas
A Recife do Mundo das Trevas é diferente da a que nós conhecemos em nosso dia a dia, no mundo “real” temos um lugar cheios de problemas; segurança, saúde, infra-estrutura, economia, no Mundo das Trevas esses problemas deixam de serem problemas para se transformar em uma verdadeira calamidade. A Recife do Mundo das Trevas é uma cidade onde as sombras impregnam como a umidade das marés, tudo na cidade parece passageiro, fugaz, descartável. Aqui temos o pior índice de assassinatos do país, além de possuir a Policia Militar mais violenta também. As folhas dos jornais sensacionalistas sangram assassinatos, estupros, pobreza e estupidez. A população não se choca mais com os crimes bárbaros, invés disso preferem ficar em suas “bolhas seguras” longe das favelas e dos marginalizados, fechando os olhos numa tentativa van de que se ignorar os problemas eles irão embora sozinhos. E há fronteiras na cidade, a sociedade esta fragmentada, há aqueles que tem e que não tem. É quase como se a riqueza corresse apenas em algumas partes da cidade, e as demais simplesmente ficam com as sobras deixadas no lixo.
A Família
É esse mundo pesadelar que é o domínio da Mauricéia, presidido pelo príncipe Evandro o Branco, onde ele reivindica as trevas que habitam na cidade em cada coração, sejam eles vivos ou mortos. Na verdade o príncipe afirma ser um dos poucos que trouxeram a pouca luz que a cidade possui, a herança de seus ancestrais deixadas na cidade através dos prédios, das pontes e da arte, pois caso não fosse sua interferência Recife certamente seria um lugar bem mais decadente do que é hoje.
Essa é a família da cidade, uma sociedade de parasitas imortais que prédam sem pestanejar os mortais que vivem em seus domínios. Para o restante resta aceitar essa sociedade estranha baseada em estranhos relacionamentos coloniais e das eras dos senhores de engenho, presos a laços de servidão e contratos onde negociam a própria liberdade, e em alguns lugares até mesmo a própria alma.
Afundada em costumes e alianças antigas a família da cidade se esconde em suas próprias bolhas de segurança, aqueles que se aventuram em terras estranhas estão fadados a fracassar ou perecer nas garras de outras criaturas que habitam as trevas. Aqui as únicas coisas que contam são as alianças formadas entre Nobre-Vassalo, cada vampiro da cidade deve jurar lealdade a um nobre, que jura lealdade a um nobre de posto superior até chegar ao príncipe, o Monarca das Sombras da Mauricéia, é nele onde se origina e termina o poder do sangue. Abaixo do príncipe, que esta acima de tudo e de todos, reside o conselho da primigêne, o corpo de altos nobres indicados por sua majestade como conselheiros e com a difícil função de estabelecer a ordem, as tradições e costumes dos mortos vivos da cidade entre seus vassalos. Cada primogênito possui seu próprio território, onde são absolutos desde que respeitem as leis do príncipe, com exceção do próprio príncipe. Cada primogênito é um nobre que possui diversos vassalos sob sua jurisdição, esses vassalos são obrigados a jurar fidelidade para seus nobres para que possa participar da sociedade da noite da Mauricéia e desfrutar de seu rebanho e recursos, se forem bem sucedidos podem até mesmo criar suas próprias cortes (como é o caso do domínio de Boa Viagem), e dar continuidade a hierarquia.
Cada vassalo deve atenção e obrigações a seus nobres superiores, ao príncipe, e aos membros da família que possuam cargos executivos, como o xerife, o corpo das Harpias, e os mestres de Elísio. O prestígio dos membros de Recife tem procedência sobre os demais domínios, ou seja a corte do príncipe é suprema a qualquer outra corte vassala, status em um determinado domínio não terá função nenhuma. Por exemplo; o Sra. Nicolete do clã Deva é uma das Harpias da cidade (Status Cidade ●●), ela é uma vassala da primogênita Cassandra, que também é a harpia mor da cidade, e regente da praça dos Elíseos em Casa Forte, ou seja Nicolete além de fazer, oficialmente parte da corte de Recife também é uma vampira do domínio do Centurião Real (Casa Forte, Parnamirim, Apipucos), (Status Domínio ●●●).
As regras de Status na cidade são bastante simples, o status de um determinado personagem se soma as paradas de dados sociais. Por exemplo; o Barão de Bragança, primogênito e regente do centurião real, tenta intimidar Mota, um Gangrel membro do domínio de Boa Viagem para que esse lhe forneça informações sobre as medidas de segurança do domínio. O Barão possui status 4 na cidade, o que acrescenta 4 dados a parada de dados a ser lançada.
Caso o Gangrel Mota possuísse pelo menos um ponto na vantagem social status em Recife esse valor seria subtraído da parada do Barão exatamente como se fosse uma penalidade, o que não quer dizer que o jogador ainda não poderá jogar seu teste resistido, caso seja esse o caso.
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